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sábado, 10 de junho de 2017

Por que o Diário de Anne Frank é dividido em versões?

Olá, leitor! Como está?

Hoje falarei um pouco mais do Diário de Anne Frank e o motivo dele ser dividido em versões. 

Há 70 anos, o Diário de Anne Frank começou a ser conhecido, e existem várias versões dele.
Existem 4 versões do diário, começando pela versão A, que foi o texto bruto escrito por Anne Frank. É muito difícil de encontrá-lo, pois ele carrega trechos muito fortes. A versão B é o diário bruto só que editado pela própria Anne para ser publicado. A versão C, que é a edição pelo Otto Frank (pai de Anne). E a versão D, que foi editada pela escritora Alemã Mirjam Pressler.
Em 1944 o ministro Bolkenstein fez uma solicitação na rádio Oranje para que todos guardassem diários e qualquer outra coisa escrita durante a ocupação. Então Anne decidiu reescrever seu diário na forma de novela, pois queria que ele fosse publicado após o final da guerra. O diário bruto é a versão A e a reescritura é a versão B.
Miep Gies e Bep Voskuijl, que eram ajudantes no anexo secreto recolheram o que Anne escreveu, após terem certeza que o pai dela era o único sobrevivente da família, entregaram tudo a ele. Ele então os edita e publica (como versão C). Otto acabou tendo que combinar ambas as versões, pois a A estava incompleta e a B terminava antes de 1 de agosto.

Por hoje é só!
Até mais!


















Fontes: 

A família de Anne Frank

Olá, leitor! Como está?

Hoje falarei sobre a família de Anne.

Otto Frank (o pai)

O empresário judeu Otto Heinrich Frank nasceu em 12 de maio de 1889, em Frankfurt, na Alemanha, com três irmãos: um irmão mais velho, um irmão mais novo e uma irmã. Seu pai, Michael, dirigia o banco da família.
Em 1933, mudou-se para a Holanda para evitar os perigos da Alemanha, uma vez que Hitler tinha subido ao poder.
Em 1942, Otto e sua família se esconderam em um anexo secreto localizado em seu escritório. Em 44, a Gestapo (polícia secreta do Estado) invadiu o anexo e a família foi enviada para Auschwitz (o campo temporário).
Otto foi o único a sobreviver.
Em 1947, publicou o diário da filha, Anne Frank sob o título "O Diário de Anne Frank". Casou-se novamente, com uma colega judia sobrevivente Elfriede (Fritzi) Markovits. Na década de 50, o casal mudou-se para a Suíça, onde viveram o resto de seus anos juntos. Otto morreu em Basel, Suíça, em 19 de agosto de 1980.

Edith Frank (a mãe)

Edith Holländer-Frank (mãe de Anne Frank) nasceu em Aachen em 16 de janeiro de 1900, com dois irmão e uma irmã.
Ela conheceu seu marido (Otto Frank) em 1924 e casou-se no ano seguinte. Tiveram duas filhas, Margot e Anne Frank. Sua relação com Anne não era das melhores.
Foi vítima do Holocausto, e morreu com 45 anos no infame campo de concentração de Auschwitz.
Uma exposição sobre ela poderia ser vista até meados de março de 2012.

Margot Frank (a irmã)

Margot Betti Frank (irmã de Anne Frank) nasceu em 16 de fevereiro de 1926, em Frankfurt, morando nos subúrbios da cidade com seus pais.
Margot tinha apenas três anos mais que Anne, era organizada, sossegada e tinha boas notas na escola.
Após a guerra, Margot queria emigrar para o que era então o Mandato da Palestina, para se tornar uma enfermeira de maternidade
Tal como a sua irmã, ela também escreveu um diário, mas este nunca chegou a ser encontrado.
Quando o Anexo Secreto foi invadido, eles foram capturados e transportados para campos de concentração, com seu último destino sendo em Bergen-Belsen, onde morreu em 9 de março de 1945, de tifo epidêmico junto a sua irmã Anne Frank.

Por hoje é só!
Até a próxima!

Otto Frank


















Edith Frank

Margot Frank




Nanette Blitz Konig - A biografia

Olá, leitor! Como está?

Hoje vou falar de uma das amigas de Anne Frank, a Dona Nanette!

Bom, Nanette Blitz Konig nasceu na Holanda, mais precisamente em Amsterdã, em 6 de abril de 1929. Filha de Martijn Willem Blitz e Helene Victoria Davids. De família judia, seu pai trabalhava no Banco de Amsterdã. Viviam uma vida confortável até a chegada do comando nazista de Hitler na Holanda.
De pouco em pouco, os judeus foram perdendo sua liberdade. As crianças judias tiveram que mudar de escola, e foi assim que Nanette conheceu Anne, no Liceu Judaico.
Em meados de 1943, a família Blitz foi presa e levada para o campo de concentração de Westerbork, que funcionava como um lugar de passagem para judeus prestes a serem transferidos para campos nazistas de concentração ou de extermínio.
Em fevereiro de 1943, foram transferidos para o campo de Bergen-Belsen, na Alemanha, onde a comida era escassa, faltava higiene e sobravam surtos de doenças.
Alguns meses depois, Nanette ficou sem sua família no campo, pois seu pai morreu de infarto em novembro e sua mãe e irmão foram transferidos para outro campo.
Com 15 anos, perambulava pelo campo sozinha, até encontrar Anne, que estava irreconhecível. Dispensava as roupas por estarem infestadas de piolho, estava enrolada apenas em um cobertor, esquelética, havia um número tatuado em seu braço, que foi adquirido no campo de Auschwitz, na Polônia. Nanette estava em melhores condições, mas ainda muito fraca.
Em 15 de abril de 1945, os prisioneiros de Bergen-Belsen foram libertos pelas tropas britânicas, entre eles, Nanette Blitz. Com quase 1,70 de altura, pesava apenas 30kg. Fluente em inglês, pediu para que escrevesse uma carta para sua tia que vivia em Londres para dizer que estava viva.
Durante três anos, ficou em um sanatório para tratar a fraqueza e o tifo que havia adquirido.
Após o tratamento, dirigiu-se à Londres, onde conheceu o atual marido, o engenheiro John Konig, que estava de mudança para São Paulo, onde a sobrevivente do holocausto seguiu o mesmo caminho.
E foi apenas em 2015 que Nanette sentiu-se segura para escrever sobre o assunto, publicando o livro "Eu Sobrevivi ao Holocausto – O Comovente Relato de Uma das Últimas Amigas Vivas de Anne Frank". Nele, ela fala sobre a vida nos primórdios da guerra, relata o clima de tensão vivido pela família na ida para Westerbork, a chegada em Bergen-Belsen e o reencontro com Anne.
Atualmente, com 88 anos, Nanette Blitz Konig dá palestras de conscientização, falando de sua trajetória e sobre o holocausto.

Por hoje é só!
Até a próxima!

Assista ao vídeo em que ela conta mais detalhes: https://www.youtube.com/watch?v=KS_EG6wa_ak


Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nanette_Blitz_Konig
http://exame.abril.com.br/mundo/70-anos-depois-sobrevivente-do-holocausto-narra-a-sua-vida/
http://brasileiros.com.br/2015/09/148587/

Nanette atualmente
Nanette na escola





















Família Blitz
 (Nanette está à esquerda)
Dia do casamento de Nanette e John 















Nanette e John atualmente
Capa de seu livro